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Fernando de Noronha - Texto informativo da Jornalista Vera Marcelino

Fernando de Noronha... Os turistas de primeira viagem (os de segunda, terceira e quarta também) se emocionam com a beleza deste arquipélago composto por 21 ilhas e ilhotas. Somente uma, porém, é habitada por cerca de 3 mil pessoas e, mesmo assim, praticamente 50% de sua área permanecem sem qualquer tipo de edificação. Um paraíso defendido ferreamente pelo Ibama, órgão que cuida do Parque Nacional Marinho (Parnamar) – um dos mais intocados do Planeta - e que abrange 112,7 km 2, incluindo 2/3 da ilha principal, todas as ilhotas e boa parte do mar que os olhos alcança). O 1/3 restante é Área de Proteção Ambiental.

Quem quiser aproveitar aquelas paragens, portanto, deve se adequar aos rígidos critérios de preservação ambiental. E que ninguém se anime com a ausência de fiscais do Ibama por perto, ao se sentir atraído por resgatar um muda de planta ali, uma pedra acolá, a conscientização ambiental parece até ser inerente a cada um dos moradores e eles mesmos se incumbem de “fiscalizar” os visitantes e também de orientá-los.

Creiam: Noronha necessita disto. O frágil ecossistema local não suportaria a intervenção acentuada do homem, nem o que o progresso com “P” maiúsculo poderia levar ao arquipélago. A água é o bem mais precioso bem local e, praticamente, só vem da chuva, onde fica represada no açude de Xareu ou de duas nascentes totalmente insuficientes para abastecimento da ilha. Todo o lixo não orgânico produzido naqueles 17 km quadrados volta para o continente pelos barcos, também responsáveis pelo abastecimento de quase todos os gêneros: dos alimentícios aos da construção civil, passando por roupas e tudo o mais.

E o que isso tudo tem a ver com o turismo? pode perguntar um leitor mais aguçado. Este esquema determina o que se encontra na ilha em termos de turismo e de comportamento. Por isso Noronha ganhou a fama de ser “careira”. Absolutamente nada, contudo, que interfira na decisão de conhecer algumas das mais belas (e despoluídas) praias do Brasil (e isso significa muito num país que oferece 8 mil metros de orla belíssima) e de “viver” Noronha.

 A população hospitaleira, o rico mundo subaquático, as noites de forró no Bar do Cachorro (onde os nativos estão sempre dispostos a ensinar o ritmo) e de reagge na Pizzaria, com o Lucas Flor; a isca de peixe e da sardinha pescada na hora no Bar do Meio, da Lena e do Beto; no pôr-do-sol do mirante do fortinho ou lá no restaurante Visual; além, claro, das praias.

O arquipélago que já pertenceu à União, ao Rio Grande do Norte e que integra o estado de Pernambuco desde 1988, é assim mesmo: um mosaico capaz de relaxar até o mais estressado dos paulistas, gaúchos, catarinenses, baianos, etc.

     


Algumas dicas sobre Fernando de Noronha


Os celulares funcionam normalmente, somente nas praias mais distantes há problemas com sinal;

Os cartões de crédito usualmente aceitos são: Visa, Credicard e American Express, cheques são aceitos em praticamente todos os estabelecimentos;

Energia elétrica: 220 v;

Há algumas opções de cyber cafés;

Existem restaurantes para todos os gostos e bolsos, desde self-services por quilo, até de preço fixo (normalmente R$ 13,00/15,00) por pessoa, à la carte simples (R$ 25,00, duas pessoas); e os de frutos do mar com polvo, lagosta, etc, onde gasta-se bem mais, também tem lanchonetes pequenas e sem muitas opções;

Bancos: Agência do Banco Real, posto do Bradesco que funciona em uma pequena agência dos Correios, sempre com filas e um caixa eletrônico da Caixa Econômica Federal;

Não há cobras na ilha, pode-se caminhar por trilhas sem receios. Os animais endêmicos são mabúias (uma espécie de lagartixa inofensivas) e tejus (lagartões não muito bem encarados, que normalmente fogem do ser humano);

Leve repelentes, antiinflamatório, e kit básico: anti-diarréia, estômago, etc;

A ilha é um paraíso, muito segura, mas é bom não descuidar dos pertences;

Todo o comércio fecha no domingo, ao meio-dia, o posto de gasolina fecha às 19 horas todos os dias;

Como não há salva-vidas certifique-se sempre de ter mais alguém por perto quando entrar na água. Normalmente, cada nativo é um salva-vidas em potencial que não se importa em orientar os visitantes sobre canais, correnteza, etc;

O hospital São Lucas faz os atendimentos emergenciais;

O melhor calçado para o dia é a papete, que permite andar na água, na areia, nas pedras, sem escorregar. Os tênis são ótimos para sair à noite. Mulheres esqueçam os saltos, não há como vencer ladeiras pavimentadas com pedras lisas e irregulares;

Transporte: ônibus (tarifa por volta de R$ 2,85), a limusine ecológica (um caminhãozinho adaptado com lugares para sentar na carroceria custa R$ 2,50). Esses só circulam pelas vias pavimentadas (BR e proximidades);

Táxis (s/ taxímetro). Corridas vão de R$ 10,00 a R$16,00. Durante a semana circulam só até meia noite. No fim de semana, até mais tarde.

Na altíssima temporada o aluguel de buggy pode chegar até a R$ 250,00. E acreditem que neste período falta carro para locar. A gasolina custa R$ 3,78 o litro;

Protetor solar sempre (menos em Atalaia), camiseta fechada (com manga e gola careca) como opção de bagagem também é bom;

Na ilha a vestimenta oficial é bermuda, camiseta e sunga;

Pé de pato, máscara com respirador são indispensáveis na maioria dos passeios. O aluguel, normalmente, é de R$ 10,00 por dia;

Leve uma blusa leve de frio pois, na madrugada a brisa é bem fria;

Pagar a Taxa de Preservação Ambiental (TPA) pela internet agiliza a entrada em Fernando de Noronha. Somente moradores e quem vai a trabalho são dispensados do pagamento da taxa que custa R$ 38,24 por pessoa, no primeiro dia e chega a R$ 2.497,46 por um mês de permanência na ilha.


     


O que é proibido na área do Parque Nacional  Marinho de Fernando de Noronha

Pescar ou praticar caça submarina e portar materiais próprios para estas atividades;

Introduzir animais e plantas;

Abater, capturar, perseguir e alimentar animais;

Alterar a vegetação e coletar sementes, raízes e frutos;

Coletar conchas, corais, pedras, animais vivos ou partes de organismos;

Mergulhar nas piscinas naturais da baía dos Porcos;

Descer e mergulhar nas piscinas do Buraco da Raquel e da ponta das Caracas;

Visitar a praia do Leão e a baía do Sancho, de janeiro a julho, no horário das 18 às 6h, devido às desovas de tartarugas marinhas (aruanãs);

Nadar e mergulhar com os golfinhos, mesmo fora da baía, e parar embarcações nas imediações da baía dos Golfinhos;

Parar embarcações, com exceção da parada para banho na baía do Sancho;

Jogar lixo, ponta de cigarros e outros detritos;

Visitar ilhas, ilhotas e rochedos; Acampar, pernoitar e fazer fogo na ilha principal;

Visitar todas as áreas de uso restrito, sem autorização;

Caminhar sobre os arrecifes das praias de Atalaia e Leão e da baía Sueste;

Escrever ou pichar em árvores, rochas ou placas;

Usar nadadeiras, tênis, protetor solar e similares na praia de Atalaia;

Acesso de embarcações e veículos não credenciados;

Praticar mergulho autônomo sem ser através de empresas credenciadas;

 
 
     
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